PROSOPOPÉIA

 

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Wednesday, June 25, 2003

 
Esse Prosopopéia parece jogado às traças. Voltemos, portanto, às atividades. Sobre o quê nós vamos conversar hoje? Poderíamos falar de futebol, mas a Seleção está tão medonha que não vale a pena. Então vamos falar de política. Segue um texto que vai deixar o Paulão tão tanto contente a ponto de subir e descer no plano inclinado de sua cada umas dez vezes.

Nova dupla caipira: Ratinho e Zé Dirceu

Roberto M. Moura

O chefe da Casa Civil podia ter poupado seus antigos companheiros, os cinqüenta milhões de eleitores do presidente Lula e, mais que tudo, sua própria biografia do espetáculo deprimente que foi a visita a Cruzeiro D'Oeste, interior do Paraná, na semana passada. Ali, no cenário em que reconstruiu a vida após os anos de perseguição da ditadura o nosso José Dirceu permitiu-se ser fotografado num palanque ao lado do radialista Carlos Massa, o Ratinho, no lançamento da campanha do filho, José Carlos Becker, o Zeca, de 25 anos, a prefeitura da cidade.
Além da precipitação do ato eleitoreiro (ou já estamos em campanha e ninguém me avisou?), o chefe da Casa Civil jogou todo o peso do cargo numa jogada que soa como clientelismo e nepotismo. Sim, só o peso do cargo explica que a efeméride tenha sido prestigiada pelo governador Roberto Requião, da legenda de aluguel PMDB, além dos prefeitos de cinqüenta outras cidades paranaenses e do presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek. Tudo bem, a agenda do presidente de uma das mais estratégicas empresas do País não tinha nada mais importante naquele dia que prestigiar o convescote de um menino de biografia desconhecida e recém-saído dos cueiros.
A festa de lançamento foi bancada por Ratinho - e José Dirceu, do palanque, agradeceu publicamente. Bem, se Cruzeiro D'Oeste sequer figura no "Guia Quatro Rodas", se o Google informa apenas sobre alguns dados agrícolas de lá, que interesse poderá ter movido o radialista? Uma amizade profunda pela família? Uma adoração pelo pai do Zeca? A certeza de que a cidade, nas mãos do menino, vai se transformar numa Ribeirão Preto? Ou, como o não menos Gugu, Ratinho também sonha com uma concessão, uma emissorazinha ali na frente?
La-men-tá-vel. De José Dirceu, espera-se que estivesse usando o talento para fazer do Brasil um país em que os Ratinhos desaparecessem da cena nacional, não que posasse ao lado desse mesmo Ratinho, agradecendo sua ajuda no mesmo jogo populista e demagógico da política velha que se prevalece da ignorância do eleitor. Afinal, é o mesmo José Dirceu que se investe da função de juiz supremo dos outros petistas e fala em traição, como se livre de pecado para atirar a primeira pedra.
Do Ratinho, de quem nenhum homem de bem pode esperar nada, ouvi certa vez pelo menos uma autocrítica perfeita: "o dia em que consertarem o Brasil, e quando todo mundo tiver educação e cultura, não haverá lugar para mim na tevê". Entre tantas outras esperanças, milhões de eleitores apostaram também nisso - e agora, ao som do hit brega "Feiticeira", que animou a festinha, vão se acostumando à idéia de que vicejam, dentro do próprio Palácio do Planalto, convicções e métodos que assustam pela indigência mental e agridem pelo descaso político e social.
José Dirceu pode justificar a si e ao próprio governo: se Zezé di Camargo e Luciano foram tão usados na campanha e na cerimônia de posse - então, a ninguém é dado alegar ter sido completamente enganado.

Eu e uns amigos estamos lançando um jornal na faculdade, o Alto Falante. Aí está a primeira entrevista.

"Nem Babá, nem baba-ovo”. Esta foi a definição encontrada pelo deputado federal Chico Alencar (PT) para fugir do rótulo de radical dentro do partido. Aos 51 anos, dois mandatos como vereador e um como deputado federal, Chico fala, nesta entrevista, da reforma da previdência, de greve na UFF e do novo desafio de ser parlamentar da situação. Dá nota 6 para os seis primeiros meses de governo Lula e não esconde o desapontamento por não saber se todos os membros do PT – partido pelo qual é filiado há 16 anos – defendem a luta por uma sociedade mais igualitária e plural. “Mas há esperança”, acredita, apontando o segundo semestre como “decisivo para o governo Lula”.

Alguns pontos da Reforma da Previdência proposta pelo governo – como a criação de um sistema único para trabalhadores e servidores da iniciativa privada – não estão sendo bem vistos pela categoria. Recentemente, o presidente do PT, José Genoino, disse que "as razões para os servidores criticarem a reforma são a partir dos seus interesses; as do Governo, ao defendê-la, são a partir das necessidades gerais do País e da população brasileira". Você concorda com Genoino?

Chico Alencar – Em parte. Claro que toda categoria, segmento, setor profissional, classe, tem uma visão a partir do seu interesse. Isto é natural: todo ponto de vista é a vista de um determinado ponto. Mas... e daí? Na outra ponta, o Estado, isto é, os governos, não necessariamente têm um olhar universal. Esse discurso de necessidades da sociedade sempre foi usado para justificar dominações e prevalência dos interesses particularistas, desde o Absolutismo. A questão está em que a Reforma da Previdência proposta não é bem uma reforma, e sim alterações, em geral para pior, no regime próprio dos servidores públicos. Estamos travando uma batalha, dentro do próprio PT,
para impedir que a mudança constitucional tenha viés privatista e desestruturador do serviço público. É imperioso não confundir direitos funcionais, justos, com privilégios, como os que a Magistratura, em alguns casos, tem e quer manter.

Os professores da UFF aprovaram greve a partir do dia 8. Será a primeira greve de trabalhadores em um governo de esquerda. Você, que cursou História na universidade e já sofreu com greves, considera acertada a decisão dos professores?

Chico – Greve é instrumento de luta tão precioso que precisa ser participativa, mobilizadora, provocadora da sociedade. Não pode ser um passeio, um agito inconseqüente. Greve de educadores exige caráter político-pedagógico. Quanto estudei na UFF, na década de 70, greve era proibida pela ditadura, dava cadeia. O problema de muitas greves é a inércia de muitos, que as tomam como férias, tempo de "cuidar da vida", descanso. É decisivo envolver alunos e comunidade. Sem isso não dá, não tem repercussão. Aulas públicas, UFF na Praça, assembléias lotadas, com 2/3 da categoria presente, seminários, atividades culturais, vigílias, tudo isso tem que ser preparado e feito, até para a paralisação ter efeito. Governo de esquerda tem obrigação de dialogar com as categorias paradas. E ficar angustiado em busca de solução, tomando cada dia sem aula como uma faca no coração da educação. Os governos conservadores são insensíveis, alguns até gostam da "economia" de custeio que uma greve provoca... Acontecendo greve no governo Lula, será uma experiência dolorosa e, espero, rica para ambas as partes. Só não entendi a cronologia, pois pelos meus cálculos as mudanças na Previdência estarão sendo votadas em plenário, com otimismo, em meados de agosto.

Está gostando de trabalhar em Brasília? Quais as diferenças da Câmara em relação à Assembléia Legislativa do Rio?

Chico – Brasília é poder longe do povo, das pressões e apreensões cotidianas, ao contrário dos parlamentos estaduais e municipais. Mas no Congresso o debate de temas nacionais é constante, e muitas vezes de bom nível. Nesse sentido é mais estimulante que a ALERJ. E também temos mais poder de decisão sobre questões vitais, não somos meros despachantes de luxo do governante de plantão. Mas o servilismo e a acomodação também são enormes lá. Muitos consideram que foram eleitos para substituir e não para representar o povo, e estão lá por status e dinheiro (inclusive os absurdos "extras"). O desafio é não considerar um mandato federal como um bom emprego. É serviço público temporário de utilidade social. Outra preocupação é você não descolar da base. Por isso toda semana enviamos um Boletim Eletrônico, recebemos muitas mensagens e fazemos uma prestação de contas na rua, no Centro do Rio. Em política, quem não se comunica se trumbica! Você, que está lendo esse jornal, está ligado no que o seu deputado anda fazendo?

Foi só o PT chegar à presidência que as divergências do partido tomaram dimensões nacionais. Em que corrente você se enquadra? É radical, moderado, de centro, da esquerda ou da direita do PT? Está decepcionado com a falta de unidade do partido?

Chico – Não gosto de rótulos e não pertenço a nenhuma tendência, embora as respeite. Ser petista, desde que me filiei, em 1987, é ser de esquerda, como ser radical é ir à raiz das coisas, o que é ótimo. O PT nasceu no debate, na divergência. Ali não tem obediência cega. Não tem "lulismo". Enquanto nosso objetivo estratégico estiver garantido - a luta para a construção de uma sociedade igualitária e plural, que chamamos de "socialista e democrática" - não haverá racha. Todos no PT hoje têm esse horizonte? Sinceramente, não sei. O tempo e os embates dirão. O governo Lula é um marco histórico, têm que mostrar diferença em relação à década neoliberal. Estou na linha do Manifesto dos 30 deputados, que ajudei a redigir: "nem Babá nem baba-ovo". Somos inquietos propositivos: queremos interferir nos rumos do governo, que está muito continuísta. Mas há esperança. Esse segundo semestre é decisivo.

Que avaliação você faz do primeiro semestre de governo Lula? Dê uma nota para o governo do seu partido, de zero a 10.

Chico – Seis meses de um governo de 4 anos correspondem, numa analogia com jogo de futebol, a 12 minutos do primeiro tempo. Nada decidido, mas o posicionamento do time em campo já é perceptível. Estamos muito recuados. Agora é hora de partir pra ofensiva, na agenda da retomada do crescimento econômico, geração de empregos e efetivação dos programas sociais. É inaceitável que o afã da governabilidade abafe o combate à corrupção. E certos "aliados" de direita não podem engessar nosso governo. Dou nota 6: sem brilho especial, mas não reprovado. Dá pra crescer em campo e obter uma bela vitória, sobretudo contando com a participação da torcida, mobilizada e criativa. Se os que se consideram craques esquecerem disso, é derrota certa, e os eleitores, frustrados, vão chamar a velha direita de volta.

Tuesday, June 10, 2003

 
Em tempo de amora é que se namora
Naquele tempo a colônia de Santa Rita ficava muito longe e para a gente chegar lá tinha que passar por um buracão, atravessar o córrego da Maria Baiana, cortar pelo bambuzal, subir o trilho de terra batido rodeado de arroz de bugre, picão e amor-seco, que agarrava nas pernas e bordas das calças curtas que a gente usava e hoje chamam de bermudas, até chegar ao paraíso. Tinha a casa da sede onde moravam as meninas apaixonantes, mangueiras imensas verdejando o caminho sombreado que ia até o barracão imenso de telhado alto e paredes caiadas de branco onde eram criados os bichos-da-seda. Era ali que a gente passava as tardes que não acabavam nunca, sondando ao longe, escondidos atrás do capinzeiro, as meninas brincando na grama, às vezes dando milho às galinhas, correndo de um cachorro que as perseguia latindo e pulando de contente. Os bichos-da-seda comiam as folhas de amora e a gente comia as amoras, dizendo"Você gosta de amora?, com a resposta: "Vou contar para seu pai que você namora". A gente trazia os bichos-da-seda para casa escondidos na concha da mão, dava folhas de amora e eles teciam sem parar até que finalmente se enfurnavam dentro dos casulos que eram de várias cores e a gente jogava fora, porque não sabia o que fazer com eles. Só depois, mais tarde é que descobrimos que eles faziam a seda pura e brilhante dos vestidos das mulheres distantes. E que um dia se transformavam em coloridas borboletas voejando no ar. Passou o tempo e a gente ficou para sempre no casulo, esperando contar um dia para o pai daquela menina-borboleta que a filha dele gosta de amora e nos namora.

Juvenil de Souza é pastor de nuvens que passam.

Friday, May 30, 2003

 
Lula e o G-8
Acabo de ler no Valor: Lula participará, neste fim de semana, de reunião do G-8 – os sete países mais ricos do mundo mais a Rússia. Convidado pelo presidente francês Jacques Chirac, Lula levará sua própria agenda, que propõe a criação de um fundo internacional contra a pobreza e de outro fundo com a finalidade de financiar obras de infra-estrutura nos países pobres e em desenvolvimento.
É verdade que suas propostas – e as de presidentes de países como Egito, Senegal, México e Índia – dificilmente serão recebidas com boa vontade pelos chefes de Estados de primeiro mundo. Basta lembrar que, recentemente, no Fórum Econômico de Davos, o público não recebeu com grande entusiasmo o fundo contra a fome, então proposto pelo brasileiro. Mas só o fato dele estar participando do encontro já é uma boa notícia.
Além disso, será o primeiro encontro de Bush com os líderes europeus que se posicionaram contra a guerra do Iraque. “Uma guerra que não tem legitimidade não adquire legitimidade só porque já foi ganha”, lembrou Chirac. Não sei não, mas desconfio que os EUA não estão nada satisfeitos em terem de dialogar com essa gente toda (19 países)...

Bienal do Livro

Vitor Mattos

Acabou domingo passado, dia 25, a 11ª Bienal do Livro do Rio, instalada no Riocentro. O lugar é longíssimo, e foi uma verdadeira odisséia chegar lá. Tive de pegar um ônibus até as Barcas (moro em Niterói), atravessar a Baía de Guanabara e embarcar no 268, na praça XV, para chegar ao meu destino duas horas depois de sair de casa.
Fui visitá-la no dia de sua inauguração, 15 de maio. A feira ocupava três pavilhões, numa área total de 55 mil metros quadrados. É uma experiência sempre maravilhosa e indescritível, caminhar em meio a um horizonte repleto de livros. Consegui, após uma tarde inteira de andanças, percorrer, mais ou menos, metade das estandes. Nessa vida atribulada e corrida das cidades grandes – e do estudante universitário –, não tive tempo de voltar para outra visita, o que foi uma pena... Pude olhar, pegar, manusear, ler a quantidade de livros que agüentei, sempre tratando-o com enorme carinho, pois ali- para nossa alegria – ele era o personagem principal. Ainda não inventaram um meio mais eficaz e saboroso de adquirir informação, conhecimento e sabedoria.
Mais de meio milhão de pessoas percorreram aqueles corredores durante 10 dias; grande parte desse número, constituído por jovens e crianças, o que é sempre animador. Não entendo como que até hoje, no Brasil, a importância do livro possa ser negligenciada. Temos um consumo per capita anual irrisório, vergonhoso, menos de um livro por habitante. Você poderá justificar que vivemos num país com grande contingente de analfabetos e semi-letrados. Concordo plenamente, mas dentro da classe média, a que freqüenta colégios particulares, não vemos a prática da leitura ser disseminada. Nem poderia, num quadro em que mais de 60% dos nossos professores de 1ª e 2ª graus também não possuem o hábito (dados revelados por uma pesquisa divulgada recentemente).
Através dos livros entramos em contato com as mais diversas histórias, idéias, sonhos, pensamentos, etc. Através deles, apuramos nossos senso crítico, nossa percepção, abrimos asas para a imaginação, fomentamos nossa criatividade. Possuem a enorme capacidade de enriquecer nosso imaginário subjetivo, possibilitam-nos viajar pelo mundo, conhecer pessoas e a nós mesmos. Permitem-nos enxergar e, com isso, exercermos nosso papel de cidadão.
Talvez por isso, é confortável para alguns, que esse objeto continue faltando em nossas prateleiras. O livro, ou a falta dele, talvez seja um dos principais responsáveis pelo abismo que separa milhões de brasileiros dos seus direitos e deveres dentro da sociedade.
Na Bienal, tivemos a presença de mais de 900 editoras, mostrando-nos a existência da oferta de títulos e publicações. Triste é a quantidade de livrarias no Brasil, são menos de 2000 estabelecimentos. No interior, então, o número é ínfimo.
A falta de livrarias e o preço – na maioria das vezes salgado – também são responsáveis pelo distanciamento de grande parte da população. Além disso, possuímos poucas livrarias públicas, geralmente com acervo precário e defasado. Muitas coisas precisam ser feitas; não devemos é privar mais uma geração de ter um contato íntimo com o mundo das letras. Ter acesso ao livro deveria ser um direito de todos. Assim como gostar ou não de ler.
Enquanto isso não acontece, o brasileiro possui como maior fonte de informação e diversão a televisão. Pouco letradas, a maioria das pessoas são levadas a acreditarem nas mensagens veiculadas como verdade. Viram marionetes nas mãos das grandes mídias, que escolhem aquilo que devem ou não informar e de que forma. Rimos com gente como João Kléber, uma verdadeira aula de valores “discutíveis” e preconceitos. Choramos com mais uma história sofrida mostrada no programa do Gugu. Dançamos com o mais novo fenômeno musical produzido. Aprendemos a nos relacionar através das novelas e os comerciais mostra-nos o que precisamos comprar.
Quer saber? Minha alma precisa é de livros e, lógico, de sentimentos sinceros.

Thursday, May 22, 2003

 
Perguntas que todas as mulheres gostariam de fazer aos homens. Nós respondemos

M: Por que vocês mijam fora do vaso?
H: Se você olhasse bem, veria que o orifício peniano não é redondo, o jato nem sempre vai para onde o pau está apontado. Além disso, as vezes esse buraquinho fica meio grudado, gerando uma dispersão de jatos.

M: Por que vocês sempre deixam um pentelho na borda do vaso?
H: Marcar território.

M: Por que vocês nunca esfregam o clitóris da gente no lugar certo?
H: Só de sacanagem!

M: Por que você não sabem onde fica o ponto G?
H: Ponto o quê?

M: Por que vocês adoram transar por trás?
H: Para poder continuar assistindo TV.

M: Por que vocês pegam vídeo de sacanagem sem história?
H: Pela sacanagem, ora! É como ver os gols do fantástico sem precisar assistir ao jogo todo.

M: Por que a fantasia dos homens é transar com a nossa melhor amiga?
H: Na verdade, é com TODAS as suas amigas.

M: Porque os homens estão sempre com os músculos da bunda contraídos?
H: Para nao peidar quando a barriga fica batendo nas nádegas das parceiras.

M: Por que vocês empurram a cabeça de gente pra baixo quando querem um boquete?
H: Porque se pedir vocês não fazem.

M: Por que vocês querem ir pra cama no primeiro encontro?
H: Objetividade.

M: Por que vocês ficam putos se a gente não dá no primeiro encontro?
H: Detestamos falta de objetividade.

M: Por que vocês vão embora logo depois de transar com a gente?
H: Sempre passa alguma coisa legal na tv de madrugada.

M: Por que os homens acreditam quando a gente finge que goza?
H: E só para vocês sentirem ao menos um prazer: o de nos enganar.

M: Por que vocês gostam mais de cerveja gelada que de mulher?

H: 1. Cerveja está sempre molhadinha.
2. Cerveja não reclama quando estamos assistindo ao jogo.
3. Cerveja não pede para a gente ver filmes tipo "Love Story".
4. Cerveja não tem mãe.
5. Cerveja não olha para a gente com aquela cara de desprezo quando broxamos.
6. Quando acabamos de beber a cerveja, podemos jogar ela fora.
7. Cerveja não liga se a gente olha para outra cerveja.
Entendeu?

M: Por que vocês gostam de ouvir que o pau de vocês é o máximo?
H: E não é? Ainda mais para você, que não tem.

M: Por que vocês contam pros amigos que nos comeram?
H: Metade do prazer está em contar.

M: Por que os homens não reparam que estamos de lingerie nova?
H: Vocês vivem reclamando que a gente só liga para a beleza externa!

M: Por que os homens ficam cheios de dedos quando a gente pede um tapa na hora
da transa?
H: O que a gente gosta mesmo é bater porquê quer, e não por que vocês pedem.

M: Por que os homens gostam de olhar para outras mulheres na rua?
H: Você acha que só você é gostosa???

M: Por que os homens avisam quando vão gozar?
H: Se você não tomou anticoncepcional o problema será todo seu.

M: Por que os homens gostam de ver a gente chupando o pau deles?
H: Vocês ficam tão bonitinhas.

M: Por que os homens gostam de chamar a gente de "minha putinha"?
H: Pra me lembrar que não terei que pagar.

M: Por que os homens usam aquelas cuecas zorba horríveis?
H: Sao mais confortáveis, baratas e vocês gostam assim mesmo. Se a gente usasse cueqinha de seda, vocês desconfiariam.

M: Por que os homens tem ciúmes dos nossos amigos homens?
H: Porque eles só pensam em comer vocês. Todos nós somos assim.

M: Por que vocês seguram a base do pau na hora do boquete?
H: Para ver se vocês lambem mais em cima, que é onde sentimos alguma coisa, e também pra evitar que vocês mordam.

M: Por que os homens gostam de ver nossos biquinhos arrepiados?
H: Pra ver como o ar condicionado é forte.

M: Por que os homens adoram coçar o saco?
H: É que nem arrotar e cuspir no chão. Vai dizer que você nunca teve vontade?

M: Por que os homens detestam beijar a gente quando estamos de batom?
H: Porque ficamos parecendo o Bozo.

M: Por que vocês acordam de pau duro?
H: Porque, em geral, sonhamos com outras mulheres.

M: Por que os homens se masturbam mesmo quando são casados ou namoram?
H: Este é o segredo dos relacionamentos mais duráveis.

M: Por que os homens estão sempre ajeitando os pintos nas calças?
H: Porque cada um tem a posição preferida, e no decorrer do dia ele vai se deslocando, exigindo um imediato reposicionamento.

M: E por que, meu Deus, vocês sempre desarrumam os malditos tapetinhos do banheiro?
H: Tapetinho arrumado é coisa de viado!

Letra do dia:

Eu gosto de mulher, Ultraje a Rigor

Vou te contar o que me faz andar
Se não é por mulher não saio nem do lugar
Eu já não tento nem disfarçar
Que tudo em que eu me meto é só pra impressionar

Mulher de corpo inteiro
Não fosse por mulher e eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente

Mulher de qualquer jeito
Você sabe que eu adoro um peito
Peito pra dar de mamar
E peito só pra enfeitar

Mulher faz bem pra vista
Tanto faz se ela é machista ou se é feminista

'Cê pode até achar que é um pouco de exagero
Mas eu sei lá, nem quero saber,
eu gosto de mulher, eu gosto de mulher

Ô Ô Ô Ô
eu gosto é de mulher

Nem quero que você me leve a mal
Eu sei que hoje em dia isso nem é normal
Eu sou assim meio atrasadão
Conservador, reacionário e caretão

Pra quê ser diferente
Se eu fico sem mulher eu fico até doente
Mulher que lava roupa, mulher que guia carro
Mulher que tira a roupa, mulher pra tirar sarro

Mulher eu já provei
Eu sei que é bom demais, agora o resto eu não sei
Sei que eu não vou mudar
Sei que eu não vou nem tentar

Desculpe esse meu defeito
Eu juro que não é bem preconceito

Eu tenho amigo homem, eu tenho amigo gay
Olha eu sei lá, eu sei que eu não sei,
Eu gosto é de mulher
Eu gosto é de mulher

Ô Ô Ô Ô
eu gosto é de mulher

Frase do dia:
“Não tem ninguém nesse mundo que gosta mais de mulher do que eu”, Tiago Perri, o machão da cidade.

Wednesday, May 21, 2003

 
Gulliver, o mais novo casado
Agora é oficial. Nosso amiguinho Giamriccardo contratou em definitivo um jogador do Bonsucesso F.C.

Frase do dia:
"Esses dirigentes não querem entrar na lei porque não querem ser presos", Alexandre Khalil, presidente demissionário do Conselho Deliberativo do Atlético - MG, indignado com a decisão da CBF e da diretoria do Clube dos 13 de suspender o Campeonato Brasileiro em represália à sanção do Estatudo do Torcedor, sancionado pelo presidente Lula semana passada.

Monday, May 19, 2003

 
Menina de tranças, à beira do córrego

Juvenil de Souza

Naquele tempo não existia computador, a gente escrevia com pena de aço e tinta azul marinho que manchava todos os bolsos de nossas camisas brancas do uniforme da escola. Depois, veio a caneta tinteiro, uma inovação brilhante porque a gente não precisava daquele tinteirinho de vidro com bordas salientes e que se encaixava no buraco da carteira de madeira e armações de ferro fundido. Era dali da carteira que a gente via a rua lá fora através dos vidros encobertos por uma cortina encardida e já puída de tanto uso. Havia ainda as caixas de lápis de cor com 6 cores, bem mixuruca – mas era a única que a gente podia comprar. Tinha os lápis pequenos e as cores não eram bem definidas, duravam pouco e logo quebravam a ponta feita a canivete. Outros tinham uma caixa maior, com 12 cores, bonita e reluzente e os lápis eram maiores, John Faber, de cores fortes e firmes, macios e que deslizavam pela folha branca sem fazer barulho. E havia colegas que levavam aquela caixa dupla com 24 cores, era o máximo quando a gente conseguia algum lápis de cor diferente emprestado para dar um retoque na casinha com palmeiras ao fundo e que desenhávamos pessimamente, um verdadeira desastre. A casinha tinha uma porta, duas janelas e um casal ficava ali fora; a gente queria que eles estivessem conversando, mas era um borrão, duas figuras esmaecidas. Perto do corregozinho – um fio de água azul pintado com o lápis emprestado – corria a menina de tranças compridas tendo um cachorro ao lado. A gente devolvia o lápis e sonhava com a menina correndo com um cachorro ao longo do riozinho de águas azuis. Naquele tempo não tinha computador, mas essa é outra história.

Juvenil de Souza é vesgo e enxerga de um olho só.

Thursday, May 15, 2003

 
Iraaado!
Vá em Iniciar, Executar e digite isto: telnet towel.blinkenlights.nl

Friday, May 09, 2003

 
Vitão e seu bar
O cara que escreveu o post aí de baixo é uma das figuras mais engraçadas que eu conheço. Gente do bem, um verdadeiro artista, como ele mesmo diz. Quarta-feira, dia 7, a galera se reuniu no apê dele, em Icaraí, para comemorar seu aniversário. Chegando lá, a surpresa: Vitão ganhou um bar de presente. Isso mesmo, sua mãe veio de Paraíba do Sul com a relíquia atrás da caminhonete. O artista ficou a noite inteira atrás do "Balcão do Vitão", enchendo a cara e chamando os amigos a se deliciarem com as diversas bebidas que já povoam a estante de seu simpático bar.

Cota para negros
A princípio, posicionei-me contra a reserva de uma cota para negros nas universidades. Hoje, porém, sou a favor. Meu amigo Aydano, jornalista do Globo, me convenceu. Eis os seus argumentos:
"Veja, é preciso tratar desigualmente os desiguais. O centro de seu pensamento, meu amigo, está no "um dia". O Brasil não pode esperar "um dia". Como diria o Jorge Perlingeiro, por aqui tem que ser na base do "só se for agora". A política de cotas ajuda a corrigir uma perversidade que remonta ao descobrimento de nosso infeliz país. Os estudos sociais mostram que, quando a economia melhora, pretos e brancos melhoram; quando piora, pretos e brancos pioram – mas sempre na mesma proporção. As linhas correm paralelas, a desigualdade se perpetua. No Brasil, Emanuel, naturalizou-se o desequilíbrio. É preciso mudar isso urgente. E o sistema de cotas ajudará a mudar. Por quê?? Porque dará voz a quem não tem. O maior drama dos negros é não ter voz – e a presença deles nas universidades vai permitir que eles falem, protestem, reivindiquem. uxa, mas e o branco, coitadinho, que estudou à beça pra medicina e teve de dar a vaga prum neguinho que fez menos pontos? Que estudasse mais, meu amigo. O esforço será em nome de um país mais justo – e só um país mais justo não terá a violência urbana que enfrentamos hoje, entre outros vários exemplos.
Se você pensar bem, Emanuel, pessoas como eu e você chegamos à universidade gratuita por um atalho bem injusto, né não? Estudamos em ótimos colégios (você, no Ceat; eu, no Colégio Nossa Senhora da Assunção, em Niterói), não precisamos trabalhar, tivemos acesso a toda a informação disponível – e não fizemos nada além da nossa obrigação ao passar pra melhor universidade. Não
há mérito nenhum nisso, Emanuel, só obrigação adquirida por sermos filhos da elite. Mas, cá entre nós: nossos pais podiam pagar universidade pra nós, não podiam? Hoje, entendo como injustiça eu ter feito a universidade sem pagar nada. Não é socialmente justo.
Não defendo a universidade paga pura e simplesmente. Não, claro que não. Só que não dá, Emanuel, pra ficar esperando o ideal. Ele não virá. Veja o governo lula. O cara não consegue fazer nada, não porque não queira, mas porque é difícil mesmo. O Brasil tem o pior tipo de discriminação. Aquela onde ninguém se diz racista, mas quando uma negra abre a porta pro entregador de pizza - negro -
ele pede pra chamar com a dona da casa, sem considerar que já possa estar falando com ela. Só vai melhorar quando os negros tiverem voz. E eles terão se tiverem mais acesso ao ensino de qualidade e às profissões que formam opinião. E melhorará até se eles adquirirem força pra lutar. Se a sociedade brasileira tratar a questão como fazem os americanos – com intolerância. O modelo "mistura em ritmo de samba" é um fracasso retumbante. Claro que o sistema não é o da Uerj, de jeito nenhum. Inclusive há quem ache que o Garotinho criou o sistema da uerj pra dar errado de propósito. Nem existe um sistema perfeito. As cotas são um paliativo, um remédio de urgência, que deve ser abandonado mais adiante, quando a situação social melhorar – como, aliás, aconteceu nos estados unidos, ainda nos anos 80.

Tuesday, May 06, 2003

 
Homens X Mulheres

Vitor Mattos, 4º período de Publicidade da UFF

É sempre muito difícil analisarmos com precisão o presente. A História, ciência humana, procura desnudar e analisar os fatos encontrados no passado - mesmo que recente -, através de depoimentos, documentos, etc.
Hoje, todos nós temos imagens em nosso imaginário das décadas de 50, 60, 70... , mesmo aqueles que não viveram aquela época. O que passou é estudado, vira livros, documentários, para que possamos registrar os fatos e movimentos históricos que, de alguma maneira, tiveram importância em nossa sociedade. Muitas das vezes os períodos são simplificados e estereotipados, mas isso é compreensível, já que a sociedade humana é sempre mais complexa do que possamos abranger em nossos estudos.
Para retratar uma época, é praxe criarmos ícones e sublinharmos alguns movimentos sociais para simbolizar o que transcorreu naquele período, em termos de atitude, comportamento, etc. Por exemplo, qual é a imagem que passa em sua cabeça quando falamos da década de 60? Na minha, em relação a movimentos sociais, penso logo na ditadura militar, iniciada em 64, e na luta estudantil. Como ícones, penso logo em Jimi Hendrix e Janis Joplin. E na década de 70? Também penso em várias coisas, como discoteca, a galera usando aquelas calças “boca-de-sino”, calçando tamancos, etc. Lembramos sempre também do movimento Hippie, que iniciou-se no final dos anos 60 mas permaneceu vivo durante a próxima década.
Vimos, portanto, possuir imagens que resumem, em nossa cabeça, determinadas épocas. No entanto, nem todo mundo, pelo contrário, participou desses movimentos. Sempre me questiono sobre o que simbolizará minha geração? Tenho calafrios, pesadelos ao pensar que um dos ícones poderá ser a Sandy (Deus me livre!). E em relação a música, será o funk?
Um dos assuntos que mais reflito nos últimos tempos é sobre o relacionamento homem x mulher. Passamos um período de muita instabilidade e, conseqüente, insegurança nesse quesito. Vou tentar expor, olhando pela ótica do jovens (onde me incluo).
No final da década de 60, portanto através da geração anterior a nossa, ocorreu a revolução sexual. Outro fato marcante é a mudança de postura das mulheres. Elas lutaram por seus direitos, por igualdade de oportunidades, quebrando muitos das tradições vigentes e adquirindo um maior espaço na sociedade. A nossa geração, já no início dos anos 90, revolucionou ainda mais os costumes, instaurando a palavra “ficar” no vocabulário dos relacionamentos. O “ficar” tirou o vínculo do dia seguinte, buscamos o prazer imediato e temporário (o que também não é nada ruim).
A instabilidade é que com todas essas transformações, todos possuem insegurança em relação a sua postura. Nossos pais tiveram uma criação rígida, com linhas do que é certo e errado bem nítidas mas não quiseram viver como nossos avós e quebraram essas barreiras. Foi uma grande conquista para a sociedade, liberando o prazer do sentimento de culpa, mas agora, a maioria dos pais sofrem para estabelecer limites e impor valores a seus filhos. Os padrões morais e éticos tradicionais caíram e novos paradigmas ainda não foram instaurados. Com isso, muitos jovens sofrem por não terem caminhos nítidos a escolher. Vivemos um período de transição, caminho ainda livre para mutações.
Quer saber o que acho disso tudo? Na verdade, acho tudo muito desafiante e muito bom. Apesar da angústia que a incerteza provoca, temos a chance de experimentarmos as relações da maneira que quisermos, liberando as vontades e definindo nossas próprias certezas. É uma grande oportunidade para destruirmos os preconceitos e consolidarmos uma sociedade mais livre e tolerante. Em vez de nos preocuparmos com o comportamento alheio, devemos nos focar num verbo essencial mas que muitos esquecem: VIVER.

Vitor Mattos é meu parceiro de faculdade e cedeu gentilmente ao Prosopopéia os artigos que publica em uma coluna de jornal de Três Rios, cidade vizinha a sua terra natal, Paraíba do Sul.

Friday, May 02, 2003

 
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